ARTIGOS

A consagração e o auxílio nos sofrimentos

A consagração total, ou escravidão de amor, a Virgem Maria é um extraordinário auxílio nos sofrimentos.

Nossa Senhora da Piedade

São Luís Maria Grignion de Montfort nos nos ensina que a consagração total, ou escravidão de amor, a Santíssima Virgem Maria é um grande auxílio em nossos sofrimentos. Diante disso, podemos perguntar: por que então seus servos enfrentam tantas ocasiões de tribulação e de sofrimento, por vezes mais que os outros que não são devotos de Nossa Senhora? Frequentemente nos contradizem, perseguem, caluniam, não nos suportam1. Muitos de nós consagrados talvez ande em trevas interiores, em aridez espiritual, sem nenhuma consolação2. Se esta devoção torna mais fácil o caminho que conduz a Jesus Cristo, por que sofremos e somos tão desprezados?

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Em seu escritos, São Luís Maria não diz que os consagrados a Santíssima Virgem não serão visitados pelos sofrimentos, que não teriam de carregar a cruz de Cristo, senão estaria contrário ao que o Senhor diz no Evangelho: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me”3. A respeito da cruz de Jesus em nossas vidas, Luís de Montfort nos diz: “é bem verdade que os mais fiéis servos da Santíssima Virgem, porque são os seus grandes favoritos, recebem dela as maiores graças e favores do céu, isto é, as cruzes; mas sustento que são também os servidores de Maria que levam estas cruzes com mais facilidades, mérito e glória; e mais que, onde outro qualquer pararia mil vezes e até cairia, eles não se detêm e, ao contrário, avançam sempre, porque esta boa Mãe, cheia de graça e unção do Espírito Santo, adoça todas as cruzes que para eles talha, no mel de sua doçura maternal e na unção do puro amor; deste modo, eles as suportam alegremente, como nozes confeitadas, que, de natureza, são amargas”4.

Dessa forma, se queremos ser devotos da Virgem Maria e viver piedosamente em Jesus Cristo, consequentemente sofreremos perseguições, pois não somos maiores que nosso Senhor, que também foi perseguido5, e devemos carregar todos os dias a nossa cruz. Não poderíamos, sem uma grande violência, comer nozes verdes sem serem adoçadas com açúcar. Da mesma forma, não carregaremos nunca grandes cruzes, ou não as carregaremos com alegria até ao fim, sem uma terna devoção à Santíssima Virgem, que torna doces as nossas cruzes6.

Assista vídeo do Padre Paulo Ricardo, que responde à pergunta “Por que sofro tanto?“:

          

 

Talvez seja difícil compreender que nós, que encontramos a Virgem Maria por uma verdadeira devoção, não fiquemos isentos de cruzes e sofrimentos. Mas, ao contrário, somos até mesmo mais assaltados por sofrimentos e perseguições. A este respeito, Montfort ilumina a nossa reflexão ensinando-nos que Nossa Senhora é Mãe dos viventes e, como tal, “dá a todos os seus filhos alguma porção da Árvore da vida”7, que é a cruz de Cristo. A Santíssima Virgem reserva para nós, seus escravos de amor, grandes cruzes e nos dá a graça de carregá-las com paciência, e até com alegria. Pois, as cruzes que Maria dá àqueles que lhe pertencem são saborosas, são cruzes doces e não amargas.

Assim, a consagração total, ou escravidão de amor, a Santíssima Virgem Maria é um auxílio nos sofrimentos. A nós que lhe somos consagrados, a Mãe de Deus nos ajuda a carregar a nossa cruz, conforme nos indicou Jesus como condição de Seu seguimento8. Não tenhamos medo das grandes cruzes, pois os servos de Maria levam estas cruzes com mais facilidade, mérito e glória9. Ainda que por algum tempo, por sermos amigos de Jesus10, devamos tomar a cruz e beber o cálice da amargura, a consolação e a alegria que recebemos de nossa bondosa Mãe – passada a provação – dá-nos força e a coragem para carregar cruzes ainda bem mais pesadas e amargas. Nossa Senhora da Piedade, rogai por nós!

Referências:

1 Cf. SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORTTratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 19ª ed. Petrópolis: Vozes, 1992, 153. Do pensamento de São Boaventura: “Servientes tibi plus aliis invadunt dracones inferni (Servindo-O mais do que outros atacaram os dragões do inferno)” (Psalter. Maius B. V., Sl 118).

2 Cf. idem, ibidem.

3 Mt 16, 24 (cf. Mc 8, 34; Lc 9, 23; Jo 18, 25-26).

4 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 19ª ed. Petrópolis: Vozes, 1992, 154.

5 Cf. Jo 15, 20.

6 Cf. SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 19ª ed. Petrópolis: Vozes, 1992, 154.

7 Idem. O Segredo de Maria. Lorena: Cléofas, 2010, 22.

8 Cf. Mt 16, 24; Mc 8, 34; Lc 9, 23; Jo 18, 25-26.

9 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 19ª ed. Petrópolis: Vozes, 1992, 154.

10 Cf. Jo 15, 14.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Qual o verdadeiro significado do Escapulário?

Muitas pessoas utilizam o escapulário por modismo ou simplesmente porque outros o usam, mas qual é o verdadeiro significado dele? 

Muitas pessoas usam o escapulário ou outros objetos de devoção sem saber o seu verdadeiro significado, pior ainda quando o usam como um amuleto, algo mágico que “dá sorte”, que livra de “mau olhado” ou coisa semelhante. Como se o verdadeiro sentido não viesse do coração daquele que usa tal objeto, o qual, conhecendo o seu verdadeiro significado, o usa para sinalizar algo que está em seu íntimo, em sua fé, em seus propósitos e em sua conversão. Muitos usam cruzes, medalhinhas, terços e vários escapulários de Nossa Senhora do Carmo como modismo, porque todo mundo está usando ou aquele artista usou na novela. Mas qual o verdadeiro significado do escapulário?

Qual o verdadeiro significado do Escapulario

O escapulário ou bentinho do Carmo é um sinal externo de devoção mariana, que consiste na consagração a Santíssima Virgem Maria, por meio da inscrição na Ordem Carmelita, na esperança de sua proteção maternal. O escapulário do Carmo é um sacramental. No dizer do Vaticano II, “um sinal sagrado, segundo o modelo dos sacramentos, por intermédio do qual significam efeitos, sobretudo espirituais, que se obtêm pela intercessão da Igreja”. (SC 60)

A devoção do escapulário do Carmo fez descer sobre o mundo copiosa chuva de graças espirituais e temporais”. (Pio XII, 6/8/50).

A devoção ao escapulário de Nossa Senhora do Carmo teve início com a visão de São Simão Stock. Segundo a tradição, a Ordem do Carmo atravessava uma fase difícil entre os anos 1230-1250. Recém-chegada à Europa como nômade, expulsa pelos muçulmanos do Monte Carmelo, a Ordem atravessava um período crítico. Os frades carmelitas encontravam forte resistência de outras ordens religiosas para sua inserção. Eram hostilizados e até satirizados por sua maneira de se vestir. O futuro dos carmelitas era dirigido por Simão Stock, homem de fé e grande devoto de Nossa Senhora.

O escapulário era um avental usado pelos monges durante o trabalho para não sujar a túnica. Colocado sobre as escápulas (ombros), o escapulário é uma peça do hábito que ainda hoje todo carmelita usa. Com o tempo, estabeleceu-se um escapulário reduzido para ser dado aos fiéis leigos. Dessa forma, quem o usasse poderia participar da espiritualidade do Carmelo e das grandes graças que a ele estão ligadas; entre outras o privilégio sabatino. Em sua bula chamada Sabatina, o Papa João XXII afirma que aqueles que usarem o escapulário serão depressa libertados das penas do purgatório no sábado que se seguir a sua morte. As vantagens do privilégio sabatino foram ainda confirmadas pela Sagrada Congregação das Indulgências, em 14 de julho de 1908.

O escapulário é feito de dois quadradinhos de tecido marrom unidos por cordões, tendo de um lado a imagem de Nossa Senhora do Carmo, e de outro o Coração de Jesus, ou o brasão da Ordem do Carmo. É uma miniatura do hábito carmelita, por isso é uma veste. Quem se reveste do escapulário passa a fazer parte da família carmelita e se consagra a Nossa Senhora. Assim, o escapulário é um sinal visível da nossa aliança com Maria. É importante destacar algumas atitudes que devem ser assumidas por quem se reveste desse sinal mariano:

• Colocar Deus em primeiro lugar na sua vida e buscar sempre realizar a vontade d’Ele.
• Escutar a Palavra de Deus na Bíblia e praticá-la na vida.
• Buscar a comunhão com Deus por meio da oração, que é um diálogo íntimo que temos com Aquele que nos ama.
• Abrir-se ao sofrimento do próximo, solidarizando-se com ele em suas necessidades, procurando solucioná-las.
• Participar com frequência dos sacramentos da Igreja, da Eucaristia e da confissão, para poder aprofundar o mistério de Cristo em sua vida.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descubra qual é a ligação entre a devoção do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo e a do Rosário de Nossa Senhora de Fátima.

São João Paulo II e Nossa Senhora do Carmo

Existe uma íntima ligação entre a aparição de Nossa Senhora do Carmo a São Simão Stock e a de Nossa Senhora de Fátima aos três pastorinhos e entre as devoções do Escapulário e do Rosário. Nestes aparições, a Virgem Maria deixou-nos os auxílios dessas devoções, que sob estes dois títulos marianos quer nos dar. O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo e o Santo Rosário da Santíssima Virgem são devoções antigas, que remontam a Idade Média. Estas devoções, ao Escapulário e ao Rosário, que marcam essas aparições da Virgem Maria, são ainda hoje muito queridas por ela para os seus filhos, servos, consagrados e escravos de amor. Pela divina providência, estas devoções foram unidas por Nossa Senhora como um auxílio nas dificuldades, especialmente para os tempos difíceis que vivemos.

Nossa Senhora do Carmo apareceu a Simão Stock, na cidade de Cambridge, na Inglaterra, em 16 de Julho de 1251. Neste dia, diante das grandes perseguições que sofria a ordem dos Carmelitas, da qual fazia parte, Simão Stock recitou a bela oração, por ele mesmo composta: “Flor do Carmelo, Vinha florífera, Esplendor do céu, Virgem fecunda, singular. Ó Mãe benigna, sem conhecer varão, aos Carmelitas dá privilégio, Estrela do Mar!”. Terminada esta oração, tão simples, mas profunda, o Santo levanta os olhos cheios de lágrimas e vê sua cela encher-se de luz. Nossa Senhora aparece-lhe rodeada de anjos, revestida de esplendor, trazendo nas mãos o Escapulário e, com ternura de Mãe, diz: “Recebe, diletíssimo filho, este Escapulário de tua Ordem como sinal distintivo e a marca do privilégio que eu obtive para ti e para todos os filhos do Carmelo; é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos, aliança de paz e de uma proteção sempiterna. Quem morrer revestido com ele será preservado do fogo eterno’’. Desde então, o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo é um sinal da proteção materna e da consagração à Virgem Mãe de Deus.

Na última aparição de Nossa Senhora de Fátima, na Cova da Iria, em Fátima, Portugal, em 13 de Outubro de 1917, a Virgem Maria liga a espiritualidade do Escapulário com a do Rosário. Logo depois da aparição, surgiram aos três videntes varias cenas: na primeira, ao lado de São José e tendo o Menino Jesus ao colo, a Virgem de Fátima apareceu como Nossa Senhora do Rosário. Em seguida, junto com Nosso Senhor afligido de dores a caminho do Calvário, surgiu como Nossa Senhora das Dores. Por fim, “gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão”. A este respeito, perguntaram a Lúcia em 1950: Por que Nossa Senhora apareceu com o Escapulário nas mão? Irmã Lúcia respondeu: “É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário respondeu ela”. Providencialmente, em 11 de fevereiro de 1950, o Papa Pio XII nos convida a “’colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário, que está ao alcance de todos’; entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste, enquanto sacramental extrai o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor daqueles que o usam”

Segundo a Irmã Maria Lúcia do Imaculado Coração, freira carmelita, a devoção do Escapulário agrada o Coração de Nossa Senhora, por isso ela deseja que esta seja propagada. A devoção do Escapulário faz parte da Mensagem de Fátima, pois certamente o Escapulário e o Rosário são inseparáveis. “O Escapulário é o sinal da consagração a Nossa Senhora. […] Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário”. Ao ser questionada se podemos ter a certeza que a Virgem queria o Escapulário como parte da Mensagem de Fátima, Irmã Lúcia respondeu: “’Sim’, e acrescentou: ‘Agora já o Santo Padre o confirmou a todo o mundo, dizendo que o Escapulário é sinal de consagração ao Imaculado Coração’”. Segundo Lúcia, o Escapulário é uma das cláusulas da Mensagem de Fátima. Trazer o Escapulário é tão importante como a recitação diária do terço. “O terço e o Escapulário são inseparáveis!”.

Dom José Alves Correia da Silva, Bispo de Leiria, em Portugal, que tinha clareza do vínculo entre as devoções do Escapulário e do Rosário, por ocasião do VII Centenário do Escapu1ário escreveu: “Os antigos guerreiros vestiam-se com uma armadura de ferro para resistirem aos ataques dos seus inimigos, e como nós todos temos de combater os inimigos da nossa alma, porque diz a Sagrada Escritura ‘a vida do homem é uma guerra’, a Santíssima Virgem entregou o emblema do Santo Escapulário para também nos defendermos. […] Nossa Senhora recomendou também às videntes que espalhassem a devoção do Escapulário. Compete-nos, pois, como cristãos, […] a obrigação de nos afervorarmos na devoção do Escapulário. O Escapulário tem privilégios especiais. O primeiro é a promessa que a Santíssima Virgem fez àqueles que o trouxessem e observassem as devidas instruções, que os preservaria do fogo eterno. E claro que deveremos trazer o Escapulário não por orgulho ou superstição, mas por esperarmos, com um sincero sentimento de confiança, que a bondade de Maria Santíssima nos fará a graça da conversão e da perseverança final”.

“Fátima é, portanto, uma confirmação óbvia das antigas devoções do Rosário e do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, ambas vindas da Idade Média, quando o amor por Ela impregnava toda a vida do cristão”. Na Santíssima Virgem Maria, todos encontravam o mais elevado ideal de beleza. Nos voltemos com amor e devoção a estas devoções do Escapulário e do Rosário, que tanto santificaram, e continuam santificando, os fiéis da Igreja. Usemos com fé e devoção o Escapulário e rezemos com fervor e confiança o Santo Rosário. Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Referências:

 ÚLTIMAS E DERRADEIRAS GRAÇAS. Aparição de Nossa Senhora do Carmo na Inglaterra -1251.

 Idem, ibidem.

 Idem, ibidem.

 Idem, ibidem.

 Idem, ibidem.

Idem, ibidem.

 Idem, ibidem.

 Idem, ibidem.

 
 
 
 
 
 
 

Posted: 12 Jul 2014 12:00 AM PDT

Nossa Senhora Rosa Mística, em suas primeiras aparições, nos deixa uma mensagem de fé e de esperança para toda a Igreja.

Nossa Senhora Rosa Mística

Em sua mensagem, Nossa Senhora Rosa Mística nos convida a entrar na dinâmica da graça que animou toda a sua existência terrena. As primeiras aparições da Rosa Mística aconteceram em Montichiari (Montes Claros), na Itália, e deram início à esta devoção, que se espalhou por todo o mundo, conforme foi prometido por ela. Nossa Senhora, que apareceu, em 1947 à irmã Pierina Gilli, sob o título de Rosa Mística, nos convida a nos voltar para o seu Coração Imaculado, para nele encontrar o espírito de “oração, penitência e sacrifício”, que tanto agrada o Sagrado Coração de Jesus Cristo, seu amado Filho. A mensagem da Rosa Mística aponta, à luz do seu “sim” ao mistério da Encarnação do Verbo, para o “sim” que somos todos chamados a dizer para a vontade de Deus em nossas vidas. Como a Virgem de Nazaré, somos impelidos pelo Espírito Santo a dizer: “Faça-se em mim segundo a Tua Palavra”. E, movidos também pelo Espírito de Deus, como a irmã Pierina, somos chamados acolher a mensagem da Rosa Mística.

Aos nos deparar com o título de Rosa Mística, podemos pensar em muitas coisas e nos desviar daquilo que é a essência da mensagem das aparições de Nossa Senhora. Para nos livrar deste erro, a própria Virgem Maria, na sua terceira aparição, responde à irmã Pierina: “o nome Rosa Mística não tem, em si, nada de novo. De Rosa Mística fui chamada naquele momento em que meu Divino Filho Jesus se fez homem. Na Rosa Mística está simbolizado o FIAT da Redenção e o FIAT da minha colaboração. Eu sou a Imaculada Conceição, a Mãe do Senhor, a Mãe da Graça e a Mãe do Corpo Místico: a Igreja! A graça do Senhor e a sua misericórdia ainda farão florescer a Rosa Mística na Igreja. […] E, se atenderem ao meu maternal convite, Montichiari se tornará o lugar do qual a luz mística se irradiará para todo mundo. Sim, tudo isso acontecerá!”

Em sua primeira aparição, em 1947, Nossa Senhora aparece com o semblante triste, com um manto roxo e tinha três espadas cravadas em seu peito. Nesta aparição, os lábios da Virgem Maria se abriram somente para dizer docemente: “oração, sacrifício e penitência”, depois ela ficou em profundo silêncio. Na segunda aparição, a Rosa Mística explica o significado dessas três espadas: a primeira espada significa a perda culposa da vocação sacerdotal ou religiosa; a segunda espada, a vida em pecado mortal das pessoas consagradas a Deus; a terceira espada, a traição daquelas pessoas que, ao abandonarem sua vocação sacerdotal ou religiosa, perdem também a fé e se transformam em inimigos da Igreja.

Nesta mesma aparição, a Virgem Mãe de Deus estava vestida de branco e no peito, no lugar das três espadas, tinha três lindas rosas, nas cores branca, vermelha e amarelo-dourada, que simbolizam a reparação das “espadas”. A rosa branca significa o espírito de oração com o qual devemos pedir a reparação das vocações traídas, pelas vocações sacerdotais e religiosas. “O brilho da rosa vermelha é para lembrar o espírito de sacrifício, para reparar os pecados mortais cometidos pelas almas consagradas a Deus e mostrar a misericórdia do Senhor que deseja reavivar a chama do amor nos corações”. A rosa amarelo-ouro significa o espírito da penitência em favor do clero, em reparação ao espírito de traição de Judas.

Assim, Nossa Senhora Rosa Mística é a Mãe de Deus, a Mãe da Graça e a Mãe do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja! Como nos indicou a Rosa Mística, desde a sua primeira aparição, nos coloquemos em “oração, sacrifício e penitência” pelas almas consagradas ao Senhor, especialmente pelos sacerdotes, que são os filhos prediletos da Virgem Maria. Transformemos em lindas rosas as espadas que, pela infidelidade dos servos e servas de Deus, foram cravadas em seu coração de Mãe. Rezemos, de modo especial, o Rosário Mariano, como recomendou a Mãe da Igreja à irmã Pierina para dizer a todos nós: “diga a meus filhos que rezem o santo terço”. Nossa Senhora Rosa Mística, rogai por nós!

 
 
 
 
 
 
 
 
O Terço dos Homens e a devoção a Nossa Senhora
 
Posted: 05 Jul 2014 
 
Conheça o Terço dos Homens, esta devoção a Nossa Senhora, que tem sido uma bênção para a Igreja do Brasil e do mundo.
 
O Terço dos Homens e a devoção a Nossa SenhoraOs grupos do Terço dos Homens, que têm crescido muito nos últimos anos, mostram que a devoção a Nossa Senhora não é só para as mulheres. Basta recordarmos que o Santo Rosário foi revelado pela Virgem Maria a um homem: São Domingos de Gusmão, que foi o grande propagador desta devoção mariana na Igreja. Outros grandes homens foram propagadores desta devoção, como o Papa Leão XIII, que escreveu 26 Encíclicas sobre o Santo Rosário, e São João Paulo II, autor da magnífica Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, que incluiu a meditação dos Mistérios da Luz ao Rosário1. Por todo mundo, um número cada vez maior de comunidades tem incorporado o Terço dos Homens em suas atividades pastorais. Além disso, aumenta cada vez mais o número de homens que tomam a decisão de se reunir para rezar o Terço, uma vez por semana, às vezes até mesmo diariamente, em família ou ainda sozinhos.
 
A origem do Terço dos Homens é desconhecida. “Há notícias de tais grupos ao menos desde 1912”2. No Brasil, o Terço dos Homens surgiu antes da virada deste século, pela Providência Divina, a partir da iniciativa de um pequeno grupo de homens, que rezavam o terço na rua, enquanto suas esposas participavam das reuniões do Movimento de Schoenstatt. Pouco tempo depois, sob a orientação do Padre Américo Vasconcelos, salesiano, e pelo zelo de Oneida Araújo da Silva, surgiu em 5 de Março de 97 o primeiro grupo do Terço dos Homens a nível paroquial, na capela de Nossa Senhora do Livramento, hoje transformada em Santuário Paroquial, em Jaboatão dos Guararapes (PE). Algum tempo depois, o Padre José Pontes conheceu a realidade desta paróquia, onde um grupo de homens rezava o terço. O Sacerdote achou a iniciativa interessante e experimentou-a no Santuário da Nova Evangelização, em Olinda. Foi então que o Terço dos Homens teve a sua grande valorização, integrando-se na fecundidade do Santuário e na força do Movimento da Mãe Rainha. O Padre Miguel Lencastre, falecido a 13 de janeiro de 2014, também foi um dos grandes incentivadores do Terço dos Homens. O Presbítero teve a iniciativa de criar a sigla THMR (Terço dos Homens Mãe Rainha), identificando em seus grupos as particularidades do Movimento de Schoenstatt3.
 
Os grupos do Terço dos Homens continuam crescendo por todo país, aqueles do Movimento da Mãe Rainha e de muitas outras iniciativas independentes. Esta devoção mariana se tornou tão visível na Igreja e os seus frutos de conversão e de santificação tão abundantes, que levou Dom Gil Antônio Moreira a tomar uma decisão: “pessoalmente me interessei em apoiar todos os grupos, certo que estou do grande valor evangelizador e santificador de tal devoção”4. A partir de 2008, começaram as romarias do Terço dos Homens ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, que deram um extraordinário impulso ao movimento, com muitas outras iniciativas por todo o Brasil. Pouco tempo depois, o então Padre Darcy Niccioli, Reitor do Santuário, atual Bispo Auxiliar de Aparecida, sugeriu aos romeiros do Terço dos Homens solicitar à presidência da CNBB, a nomeação de Dom Gil como Bispo Referencial para o Terço dos Homens em nível nacional. O pedido foi prontamente acolhido pelo então Presidente, Dom Geraldo Lyrio Rocha, que o nomeou para esta missão.
 
Desde então, Dom Gil tem procurado fazer com que a oração do Terço dos Homens seja um “momento de contemplação dos Mistérios de Cristo, associado ao louvor e à súplica a Maria, e ainda oportunidade de maior engajamento dos homens do Terço na vida litúrgica e pastoral de suas paróquias ou comunidades”5. A eficácia deste movimento se reflete no “interesse de muitos grupos no sentido de voltarem suas atenções para os pobres, realizando verdadeira obra social, caritativa e promocional, o que tem aliviado o padecimento de muitos irmãos empobrecidos e sofredores, vencendo, como podem, as situações de exclusão social”6. O Terço dos Homens tem se mostrado também como força de transformação de vida, de verdadeiras conversões. Homens que antes estavam em maus caminhos ou frios na fé, ao começar a frequentar um grupo de Terço, têm mudado de vida e se libertado de situações degradantes, próprias de quem vive longe de Deus.
 
Na maioria das reuniões do Terço dos Homens não há nada mais que a simples oração do Terço. Não há palestras, ou a celebração da Santa Missa, mas somente a oração do Rosário. Em alguns grupos mais organizados acrescenta-se a música e a contemplação dos mistérios enriquecida pela reflexão bíblica. Apesar da simplicidade desta oração mariana, acontecem verdadeiras transformações radicais de vida: “homens abandonam seus vícios, abandonam a pornografia, o adultério, as falsas religiões, as seitas secretas e as práticas ilícitas; passam a ser mais presentes, atentos e carinhosos em casa”7.
 
Assim, reconhecemos pelos seus frutos que o Terço dos Homens é uma iniciativa de Deus e da Virgem Maria, que através da simplicidade desta oração mariana transformam a vida de tantos homens e também de suas famílias. Não poderia ser diferente, pois, como ensina o Papa Bento XVI, “o Rosário é oração contemplativa acessível a todos: grandes e pequenos, leigos e clérigos, doutos e pouco instruídos”8. O Terço nos une espiritualmente com Maria, para permanecermos unidos a Jesus, para estarmos com Ele, para conhecer os seus sentimentos e para nos comportarmos como Ele se comportava. “O rosário é uma ‘arma’ espiritual na luta contra o mal, contra toda a violência, para a paz nos corações, nas famílias, na sociedade e no mundo”9. Na certeza de que o Terço dos Homens é uma devoção mariana maravilhosa e eficaz, incentivemos os grupos existentes e ajudemos a criação de novos grupos, da maneira que o Espírito Santo nos inspirar, especialmente através da oração. Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!
 
Referências:
 
1 Cf. PAPA JOÃO PAULO II. Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, 19.
 
2 DOM GIL ANTÔNIO MOREIRA. Terço dos homens: a diversidade na unidade.
 
3 Cf. TERÇO DOS HOMENS MÃE RAINHA. O Terço dos Homens Mãe Rainha: Iniciativa Divina que atrai multidões de homens às Igrejas.
 
4 Idem, ibidem.
 
5 Idem, ibidem.
 
6 Idem, ibidem.
 
7 SANDRO ARQUEJADA. Quando os homens rezam: Terço dos homens.
 
8 PAPA BENTO XVI. Homilia no Santuário de Pompeia em 19 de Outubro de 2008.
 
9 Idem, ibidem.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria e a vinda do Espírito no Pentecostes
 
 
 
 
A Virgem Maria e a oração pela vinda do Espírito Santo no Pentecostes.
 
A Virgem Maria e a vinda do Espírito no Pentecostes
Nossa Senhora e os Apóstolos no Pentecostes
 
A presença orante da Santíssima Virgem Maria no dia de Pentecostes1 e nos inícios da comunidade cristã2 tem muito a nos dizer a respeito da nossa oração, da nossa intimidade com Deus. No Cenáculo em Jerusalém, a Virgem Maria, os apóstolos e discípulos, reunidos em oração, obedecem a ordem de Jesus, que disse aos discípulos para esperar o cumprimento da promessa da vinda do Espírito Santo, antes assumir sua missão na Igreja3. Entretanto, para que aconteça o Pentecostes em nossas vidas não basta apenas esperar. Precisamos nos preparar para receber o Espírito de Deus, como fizeram Nossa Senhora, os apóstolos e discípulos, principalmente através da oração. Esta oração, deve ser concorde e perseverante, como nos inícios da Igreja. 
 
Antes de sermos testemunhas de Jesus Cristo, temos necessidade de receber a força do Espírito Santo. Por isso, Jesus recomendou aos discípulos que não se afastassem de Jerusalém antes que se cumprisse a promessa e eles fossem batizados no Espírito4. Pois, “não se vai pregar com fruto na praça sem antes passar pelo Cenáculo e sem receber a força do alto. Tudo na Igreja ou recebe força e sentido do Espírito Santo, ou não tem força nem sentido cristão”5. Com o Espírito Santo, o Reino de Deus é edificado; o homem luta contra a carne; o Cristo se faz presente; o Evangelho é força vital; a Igreja é sinal de comunhão da Santíssima Trindade; a autoridade é serviço para a libertação do homem; a liturgia é memorial do mistério pascal de Cristo e antecipação do banquete das núpcias eternas6.
 
Como nos inícios da Igreja, precisamos preparar-nos para a vinda do Espírito Santo através da oração. Nos Atos dos Apóstolos, em várias narrativas sobre a expansão da Igreja nascente, vemos claramente esta relação entre a oração e a vinda do Espírito7. O próprio Jesus tinha vinculado o dom do Espírito à oração, quando disse: “Portanto, se vós, maus como sois, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que lhe pedem!8” O Filho de Deus também relacionou a vinda do Espírito à Sua oração: “Eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador”9. No Pentecostes, “a oração dos apóstolos, reunidos no Cenáculo com Maria, é a primeira grande epiclese10, é a inauguração da dimensão epiclética da Igreja, daquele ‘vem Espírito Santo’ que continuará a ressoar na Igreja por todos os séculos e que a liturgia irá antepor a todas as suas ações mais importantes”11.
 
No Cenáculo, a oração dos apóstolos reunidos com Maria é concorde e perseverante12. A palavra concorde, ou unânime, aqui significa a oração feita com um só coração, com uma só alma. Quanto à palavra perseverante, que indica qual deve ser a qualidade da oração cristã, expressa a ação firme, insistente, assídua, constante, na oração. “Perseverar na oração significa pedir frequentemente, não parar de pedir, não parar de esperar, nunca se dar por vencido”13. Mesmo depois que os apóstolos, Maria e os outros discípulos receberam o Espírito Santo, ele continuavam “assíduos na oração”14. Eles permaneceram unidos para orar, mas mudou a qualidade da oração, que não é mais apenas súplica, ou pedido, mas também é expressão de louvor, de ação de graças, como aconteceu com Nossa Senhora depois da Anunciação, no canto do Magnificat15.
 
Assim, como nos inícios da Igreja, somos chamados a nos unir, num só coração, numa só alma, para suplicar a Deus a vinda do Espírito Santo. Pois, somente cheios do Espírito de Deus anunciaremos com fruto o Evangelho de Jesus Cristo. Só pela força do Espírito edificaremos o Reino de Deus. Somente pelo Espírito seremos capazes da oração de louvor que agrada Deus. No Cenáculo, com Maria, peçamos o derramamento do Espírito Santo sobre nós, para que sejamos testemunhas de Cristo até os confins do mundo16. Nossa Senhora de Pentecostes, rogai por nós!
 
Referências Bibliográficas: 
 
1 Cf. At 1, 14.
 
2  Cf. At 2, 42.
 
3  Cf. At, 1, 8.
 
4  Cf. At, 1, 4-5.
 
5  CANTALAMESSA, Raniero. Maria, um espelho para a Igreja. Aparecida: Santuário, 1992, p. 136.
 
6  Cf. At 19, 9.
 
7  Cf. At 9, 9.11; At 4, 31; At 8, 15.
 
8  Lc 11, 13.
 
9  Jo 14, 16.
 
10 Epiclese é oração de invocação do Espírito Santo, presente em todas as ações litúrgicas da Igreja.
 
11 CANTALAMESSA, Raniero. Op., cit., p. 137.
 
12 Cf. At 1, 14.
 
13 CANTALAMESSA, Raniero. Op., cit., p. 140.
 
14 At 2, 42.
 
15 Cf. Lc, 1, 46-55.
 
16 Cf. At, 1, 8.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Experiências com Nossa Senhora em Fátima
 
 
 
Dois missionários e a experiência, o encontro, com Nossa Senhora em Fátima.
 
Experiências de missionários com Nossa Senhora em Fátima
Nossa Senhora do Rosário de Fátima
 
Visitar Fátima, em Portugal, significa fazer uma experiência profunda com Nossa Senhora do Rosário, título com o qual ela se identificou aos três pastorinhos em uma de suas aparições. A Virgem Maria quis aparecer naquela cidade, àquele povo simples, para divulgar uma mensagem para aquelas pessoas, mas também para toda a humanidade do nosso tempo, que ficou conhecida como “Mensagem de Fátima”. A espiritualidade de Fátima é um convite à oração, à penitência, à conversão. Mas, a experiência mais profunda vivida na terra dos três pastorinhos é a de nos sentir filhos de Maria. 
 
Depois de conhecer a sua mensagem, aceitemos o convite de Nossa Senhora de Fátima à oração, à penitência, à conversão. Pois, a Virgem de Fátima nos convida a rezar, e a oferecer jejuns, penitências, reparações, principalmente pelos almas dos pecadores. Entretanto, tudo isso perde o seu valor sem uma profunda conversão de vida. A Mãe da Igreja quer o nosso bem, por isso nos pede a penitência e a conversão: “O convite insistente de Maria Santíssima à penitência não é senão a manifestação da sua solicitude materna pelos destinos da família humana, necessitada de conversão e de perdão”1. Esta conversão, ou mudança de vida, podemos resumir na devoção ao Imaculado Coração de Maria, que é a atitude do coração, na qual o fiat – “seja feita a Vossa vontade”2 – dito por Nossa Senhora a Deus se torna o centro conformador de toda a nossa existência3. Para aceitar o convite de Maria à conversão, nos consagremos ao seu Imaculado Coração, para que se realize brevemente o triunfo profetizado por ela aos pastorinhos: “por fim o meu Imaculado Coração triunfará”4. Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós!
 
Referências:
 
1 PAPA JOÃO PAULO II. Mensagem para o Dia Mundial do Doente – 1997, n. 1.
 
2 Lc 1, 38.
 
3 Cf. CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. A Mensagem de Fátima.
 
4 Idem.
 
 
 
 
 
 
 
 

 


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