Arcebispo Tomasi: apelos do Papa à comunidade internacional são claros

25/08/2014 20:53

Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) - O observador permanente da Santa Sé no escritório da ONU em Genebra, na Suíça, Dom Silvano Maria Tomasi, participou esta segunda-feira do Encontro de Rimini – centro-norte da Itália –, em andamento nestes dias.
O prelado falou sobre imigração, recordou o núncio apostólico Pietro Sambi, falecido em 2011, mas, sobretudo, lançou um premente apelo à comunidade internacional a fim de que faça algo para deter as violências perpetradas pelos jihadistas no Iraque e em outras áreas, onde as minorias religiosas são perseguidas ou eliminadas.
Entrevistado pela Rádio Vaticano, o representante vaticano falou sobre o papel da Igreja nesta região:
Dom Silvano Maria Tomasi:- "Neste contexto de violência e de tragédia, a tarefa da Igreja é difícil, mas contínua. O testemunho do Santo Padre é claro: continua fazendo apelos à comunidade internacional e a todos nós fiéis pede orações a fim de que se encontre o caminho da paz, convidando à negociação e exortando os países que têm a capacidade, que, através dos mecanismos das Nações Unidas, detenham o agressor. Ademais, os bispos locais, os Patriarcas, quer ortodoxos quer católicos dos vários ritos – sírio, caldeu, melquita –, se reuniram dias atrás e claramente formularam pistas de ação importantes. Primeiro, pedir a ajuda da comunidade internacional para deter a violência e o assassinato não somente dos cristãos, mas também dos yazidis, bem como de outros grupos. Cristãos são decapitados e das fotos se vê que as cabeças são colocadas como decorações sobre muros ou portões: são coisas inauditas, verdadeiramente inaceitáveis! Segundo, pedem que haja uma presença internacional que garanta o retorno dos cristãos aos vilarejos e a suas casas. Não é justo que da parte da comunidade internacional se aceite que automaticamente os cristãos sejam condenados ao exílio. Têm o direito de viver em suas casas, onde há 1700 anos estão presentes, antes da chegada do Islã, e que podem continuar não somente porque é o direito natural deles, mas também porque são uma presença que beneficia a comunidade islâmica ajudando a diversificar o contexto social que lentamente pode favorecer uma democracia que respeite a identidade de toda pessoa e de todo grupo." (RL)

Fonte: NEWS.VA


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