Vaticano condena práticas desumanas dos jihadistas no Iraque

12/08/2014 16:07

Vaticano condena práticas desumanas dos jihadistas no Iraque

Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso enfatiza que não há justificativa para a barbárie em curso no Iraque

Boletim da Santa Sé

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Vaticano critica o massacre de pessoas pelo simples motivo de sua pertença religiosa, a destruição de lugares de culto e a expulsão de milhares de pessoas / Foto: AIS

O Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso publicou, nesta terça-feira, 12, um comunicado expressando sua condenação às práticas desumanas no Iraque por ação dos jihadistas do “Estado Islâmico”.

Desde junho desse ano, a situação tem se agravado, mesmo com a contestação por parte da maioria das instituições religiosas e políticas muçulmanas. O comunicado menciona, por exemplo, o massacre de pessoas pelo simples motivo de sua pertença religiosa, a destruição de lugares de culto e a expulsão de dezenas de milhares de pessoas.

“Nenhuma causa pode justificar tal barbárie e certamente nem uma religião. Trata-se de uma gravíssima ofensa à humanidade e a Deus que é o Criador, como disse o próprio Papa Francisco”, ressalta a nota.

O Pontifício Conselho também recorda que cristãos e muçulmanos, apesar de altos e baixos, construíram uma cultura de convivência e civilidade ao longo dos séculos. Justamente nessa base que o diálogo inter-religioso se aprofundou nos últimos anos, esforços que agora estão ameaçados.

“Todos devem unanimemente condenar sem qualquer ambiguidade estes crimes e denunciar a invocação da religião para justificá-los. Do contrário, que credibilidade terão as religiões, os seus seguidores e os seus líderes? Que credibilidade poderia ter um diálogo inter-religioso tão pacientemente perseguido nos últimos anos?”.

Não falta no comunicado um agradecimento a todos os que já elevaram suas vozes para denunciar tais práticas criminosas. O texto se encerra retomando uma fala do Papa Francisco: “O Deus da paz suscite em todos um autêntico desejo de diálogo e de reconciliação. A violência não se vence com a violência. A violência se vence com a paz”.

 


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